Fundação Santillana debate sustentabilidade, inteligência artificial e educação antirracista à 28ª Bienal do Livro

Fundação Santillana debate sustentabilidade, inteligência artificial e educação antirracista à 28ª Bienal do Livro de São Paulo
Especialistas discutem temas fundamentais para a educação durante a 28ª edição do evento, que acontece de 4 a 13 de setembro, no Distrito Anhembi
São Paulo, 31 de agosto de 2026 – A Fundação Santillana, organização dedicada à promoção da educação, da cultura e do conhecimento, levará para a 28º Bienal Internacional do Livro de São Paulo temas que ocupam espaço crescente entre especialistas sobre o futuro da educação. A instituição está na programação do maior evento literário do Brasil com reflexões sobre educação ambiental, inteligência artificial no processo pedagógico e a valorização da cultura afro-brasileira
A programação da Bienal de 2026 reúne 269 expositores e tem expectativa de receber mais de 700 mil visitantes. Com o conceito “Um Festival de Emoções”, a edição amplia a proposta do evento para além da literatura ao reunir discussões sobre educação, cultura, tecnologia e questões contemporâneas da sociedade.
Mais uma vez, o evento inclui o Espaço Educação, um ambiente voltado para a formação, inspiração e troca de práticas pedagógicas entre educadores, gestores, pesquisadores e profissionais da área, e a Fundação Santillana tem destaque na programação.
No dia 4 de setembro, dia inaugural do evento, às 17h30, Karyne Alencar, gerente de Projetos da Fundação Santillana no Brasil, participa do debate “Educação ambiental: a formação do sujeito ecológico”.
Sob a mediação da consultora e pesquisadora de desenvolvimento sustentável, Ushi Gaia Araújo e com a participação da psicóloga e psicanalista Isabel Cristina de Moura Carvalho, a atividade propõe uma reflexão sobre o papel da educação na formação de sujeitos capazes de compreender as relações entre sociedade e meio ambiente e de atuar de maneira consciente diante dos desafios socioambientais. O conceito de “sujeito ecológico” está associado justamente à formação de uma postura crítica, ética e sensível diante das questões ambientais.
Já na quarta-feira, 9 de setembro, às 19h, será a vez de Luciano Monteiro, diretor-executivo da Fundação Santillana, participar do debate “Quem tem medo de robô mau? Uso de IA”. A mesa terá a mediação da Mestre e doutoranda em Filosofia Flaw Bone, e a participação do cientista de dados Giancarlo Guizzardi.
O encontro aborda a chegada da inteligência artificial aos processos de ensino e aprendizagem, um dos temas que mais preocupam pais e professores no cotidiano das escolas. A discussão vai tratar das possibilidades abertas pelas novas tecnologias, mas também dos desafios relacionados ao uso responsável, crítico e ético da IA na educação. A proposta, contudo, é compreender que a IA não deve ser vista apenas como uma ameaça, mas como uma ferramenta que depende das escolhas humanas para gerar benefícios à sociedade.
Em 2026, a Fundação passou a integrar o Observatório de Inteligência Artificial na Educação para a América Latina e o Caribe, iniciativa liderada pela UNESCO para promover o uso ético e inclusivo das novas tecnologias na educação. O observatório busca apoiar governos e sistemas de ensino na construção de políticas públicas e estratégias para a adoção responsável da inteligência artificial.
Na quinta-feira, 10 de setembro, às 17h30, Karyne Alencar retorna ao palco do Espaço da Educação para participar da palestra “Questão legal da inclusão”, em mesa liderada pela juíza de Direito do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e juíza auxiliar do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávia Martins de Carvalho. A discussão propõe uma reflexão sobre os aspectos jurídicos que envolvem a educação inclusiva e os desafios para transformar direitos em práticas efetivas.
No dia 12 de setembro, às 14h30, André Lázaro, diretor de Políticas Públicas da Fundação Santillana no Brasil, media o fórum “Identidade, ancestralidade e valorização da cultura afro-brasileira”, com a participação do escritor, pedagogo e mestre em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas, Marcos Cajé; da pedagoga, neuropsicopedagoga e coordenadora pedagógica da Fundação Fé e Alegria Brasil, Daiene Cavalcanti; e da historiadora e educadora Nelia Nascimento.
O encontro aborda temas como memória, pertencimento, ancestralidade, manifestações culturais, trajetórias de resistência e a importância da representatividade na educação e nos espaços sociais. A proposta é ampliar o olhar sobre a diversidade cultural brasileira, por meio do respeito às diferentes histórias e experiências que compõem nossa sociedade.
Serviço
28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Data: 4 a 13 de setembro de 2026
Local: Distrito Anhembi – São Paulo (SP)
Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1209 – Santana
Programação da Fundação Santillana:
Espaço Educação:
4 de setembro | 17h30
Educação ambiental: a formação do sujeito ecológico
Karyne Alencar Castro, Gerente de Projetos da Fundação Santillana
9 de setembro | 19h
Quem tem medo de robô mau? Uso de IA
Luciano Monteiro, Diretor-Executivo da Fundação Santillana
10 de setembro | 17h30
Questão legal da inclusão
Karyne Alencar Castro, Gerente de Projetos da Fundação Santillana
12 de setembro | 14h30
Identidade, ancestralidade e valorização da cultura afro-brasileira
André Lázaro, Diretor de Políticas Públicas da Fundação Santillana no Brasil