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Fundação Santillana integra novo Observatório regional da UNESCO para inteligência artificial na educação

Organização sem fins lucrativos está entre as principais parceiras da iniciativa multilateral que busca promover o uso ético e inclusivo das inovações tecnológicas na América Latina e Caribe

A Fundação Santillana, organização dedicada à valorização da educação, da cultura e da disseminação do conhecimento, é uma das parceiras estratégicas do novo Observatório de Inteligência Artificial na Educação para a América Latina e o Caribe, liderado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A nova posição reforça o papel da Fundação como ator relevante das discussões estratégicas da agenda tecnológica educacional no Brasil e na região.

A iniciativa, lançada oficialmente no dia 14 de abril de 2026, em Santiago, no Chile, funcionará como um hub regional para apoiar governos e sistemas de ensino na implementação de políticas públicas eficientes e na adoção ética e responsável da inteligência artificial na educação. A participação da Fundação Santillana busca ampliar o debate sobre o tema para além do uso de dispositivos em sala de aula, focando no que efetivamente gera impacto pedagógico, sob a premissa de “menos tela, mais tecnologia”.

Em uma região onde mais da metade das crianças não compreende plenamente textos simples, a introdução desordenada de novas tecnologias pode aprofundar desigualdades educacionais. Nesse contexto, a atuação da Fundação Santillana no Observatório regional da UNESCO reforça a importância de integrar tecnologia, currículo e avaliação de forma conectada à realidade das salas de aula, garantindo que a inteligência artificial seja uma aliada da aprendizagem, e não um fator de exclusão.

Diferentemente de revoluções tecnológicas anteriores, o atual estágio de desenvolvimento da inteligência artificial já conta com um conjunto consistente de evidências que permite orientar sua adoção de forma mais qualificada. A participação da Fundação no Observatório está alinhada ao compromisso de contribuir para que essa inovação seja implementada de maneira inclusiva e democrática, ajudando a reduzir lacunas históricas e a preparar os estudantes para um futuro em que a tecnologia esteja a serviço da equidade e do desenvolvimento humano.

Para Luciano Monteiro, diretor-executivo da Fundação Santillana no Brasil, “a participação neste espaço reafirma nosso compromisso com uma educação de qualidade, inclusiva e alinhada aos desafios do presente e do futuro. Em um contexto em que a inteligência artificial está transformando os processos de ensino e aprendizagem, a Fundação Santillana se soma a esta iniciativa para contribuir com a construção de uma agenda regional que garanta que a inovação tecnológica contribua para reduzir as desigualdades educacionais”.

Atuação prática

O Observatório de Inteligência Artificial na Educação para a América Latina e o Caribe promoverá a pesquisa sobre usos e impactos da tecnologia no ensino, a capacitação em larga escala de educadores e o desenvolvimento de projetos de inovação.

Entre as frentes de atuação estão a geração de relatórios periódicos sobre o estado da IA na educação na região; o fortalecimento das competências de professores e gestores públicos para lidar com as transformações tecnológicas em ritmo acelerado; o apoio ao desenvolvimento de diretrizes regulatórias que garantam o uso seguro e inclusivo dos dados de empresas e usuários; e a adoção de soluções inovadoras em ambientes escolares reais com potencial de escala.

A UNESCO estima que a iniciativa deve beneficiar diretamente cerca de 1,2 milhão de estudantes e 250 mil professores, influenciando políticas públicas que atendem dezenas de milhões de alunos em 33 países.

“A América Latina tem a oportunidade de aprender com experiências já acumuladas e construir um caminho mais consistente, baseado em pesquisas sérias e evidências. O Observatório é fundamental para garantir que essa transformação aconteça de forma responsável e com foco no que realmente importa, que é a aprendizagem dos estudantes”, completa Luciano Monteiro.

Saiba mais sobre o Observatório de Inteligência Artificial na Educação para a América Latina e o Caribe da UNESCO em:
https://www.unesco.org/en/articles/observatory-artificial-intelligence-education-latin-america-and-caribbean

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