Fundação Santillana participa da Semana Caldeira, em Porto Alegre, para discutir cenário do livro e da leitura no Brasil

Apresentação reunirá indicadores do setor, mudanças no comportamento dos leitores e tendências que estão transformando a relação dos brasileiros com livros e leitura 

O cenário atual do livro e da leitura no Brasil, os desafios para a formação de novos leitores e as transformações pelas quais passa o setor editorial estarão entre os temas apresentados por Luciano Monteiro, diretor-executivo da Fundação Santillana e vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade da Câmara Brasileira do Livro (CBL), durante a 5ª edição da Semana Caldeira, que acontece de 21 a 25 de setembro, no Instituto Caldeira, em Porto Alegre. 

Em sua quinta edição, a Semana Caldeira reúne lideranças, especialistas, empresas, startups e organizações para discutir inovação, negócios, educação, tecnologia e sociedade. São esperadas mais de 15 mil pessoas em mais de 300 atividades. 

A participação terá como ponto de partida um panorama dos principais indicadores sobre livros e leitura no Brasil, combinando dados do mercado editorial com pesquisas sobre hábitos de leitura e comportamento dos brasileiros. 

Um dos pontos de atenção é o desafio de ampliar a base de leitores no país. Os indicadores mais recentes mostram que o acesso ao livro e a frequência de leitura continuam fortemente relacionados a fatores como escolaridade, renda, presença de bibliotecas e, especialmente, à experiência de leitura proporcionada pela escola. 

“O debate sobre o futuro do livro não pode ficar restrito ao desempenho do mercado editorial. Precisamos olhar para uma questão anterior: como formar leitores e como fazer com que a leitura tenha um espaço relevante na vida das pessoas. Isso envolve a escola, as famílias, as bibliotecas, as políticas públicas e a capacidade do próprio setor de compreender as mudanças de comportamento da sociedade”, afirma Luciano Monteiro. 

A apresentação também abordará as transformações no ecossistema do livro, entre elas o avanço dos formatos digitais, as mudanças nas formas de descoberta e aquisição de livros, o papel das redes sociais e dos influenciadores na formação de comunidades de leitores e o impacto da inteligência artificial sobre a produção, a circulação e o consumo de conteúdos. 

Para Monteiro, “há desafios estruturais importantes, mas também sinais que merecem ser observados. O interesse que vemos em grandes eventos literários, o surgimento de novas comunidades de leitores e a circulação de livros nas redes mostram que a leitura continua tendo enorme capacidade de mobilização. O desafio é transformar esse interesse em um vínculo mais permanente com o livro e com a leitura”, afirma. 


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